sábado, 16 de julho de 2011

As gaúchas - Márcia





Olá, eu sou a Márcia Holi, na verdade Souza, mas gosto de usar esse “codinome”. Tenho 40 anos, sou gaúcha de Porto Alegre, tenho um “namorido” e, por insistência da nossa filha, a Eduarda, estamos planejando casar ano que vem. Então, até lá, preciso caber em um vestido lindo, de princesa, que a Duda desenhou!

Continuando... Sou jornalista diplomada, dona de casa e blogueira apaixonada, nas horas vagas. Faz um tempo que ando por aqui e achei que estava na hora de me apresentar para o grupo, então, vou tentar contar um pouquinho da minha história, resumidamente, pra não ficar parecendo um livro!

Meu “desentendimento” com a balança começou há uns três anos atrás. Antes disso, nunca tive grandes problemas com ela, além de algumas briguinhas bobas e rápidas. Nasci pesando 4.900kg e, a partir daí levei a fama de “grandona” da família. Fui uma criança e adolescente grande e, quando adulta, também não foi diferente. Nunca fui magra, mas também, nunca fui gorda, sempre fui tamanho “grande”. Com 1,70m de altura, mantinha meu peso na faixa de 64 a 66 kg. Meu tipo físico é (ou era), do tipo “violão”: cintura fina, quadril avantajado e pernas grossas. Em 2005, após a minha gravidez, cheguei a pesar 62 kg e, há quem diga que fiquei muito magra!

No segundo semestre de 2007, comecei a engordar, nessa época estava na faculdade e minha vida estava muito desorganizada, então o ponteiro da balança marcou 73 kg, fiquei preocupada, mas não o suficiente, para mudar meus hábitos alimentares e nem para incluir alguma atividade física na minha rotina. Tinha tantas outras coisas para me preocupar que minha aparência passava “batida”. Foi um período complicado esse...

Em 2009, mais uma vez o ponteiro da balança deu um salto e fui para 83 kg. Opa! Agora soou o alarme! Entrei para os Vigilantes do Peso e comecei a freqüentar a academia. Foram seis meses nessa rotina: reuniões do VP e malhação diária. Achei que seria fácil, pois sempre conseguia perder peso rápido. Mas, pra minha surpresa e decepção, estava “redondamente” enganada, meu metabolismo, agora mais lento, não estava colaborando muito! Bem que a minha mãe falou que depois dos 30 as coisas mudavam, pena que e eu não acreditei! Como não obtive sucesso, rapidamente me cansei e desisti.

Como toda a gordinha faz, no primeiro momento neguei a minha condição, depois resolvi me assumir como “plus size”. Comprei muitas leggins, de cores variadas, blusinhas largas e, de preferência, que tapassem a bunda. Meu marido dizia que parecia com a Tascha dos “backardigans”. Putz! Não me dei conta que era uma indireta: a Tascha é uma hipopótama!...hehe

Faltando seis meses para a minha formatura, do curso de jornalismo, me dei conta de que estava com 93 kg. Socorro, estou obesa! Fiquei triste. Chorei. Passado o choque, me conscientizei que tinha chegado ao limite. O que fazer? Comecei a procurar alternativas na internet. Tinha a esperança de encontrar alguma “fórmula mágica”, mas ao contrário disso, descobri a “Blogosfera light”. Eu não estava sozinha nisso! Tinha um monte de meninas na mesma situação que eu. Comecei a ler os blogs e, aos poucos, fazendo comentários, até que um dia tomei coragem e fiz o meu próprio blog. Meu objetivo era eliminar 30 kg até a minha formatura, que seria em março de 2011.

Infelizmente, nesse meio tempo, minha sogra, que morava conosco, foi acometida de uma grave doença. Além da tristeza de vê-la sofrer, tínhamos toda a questão de seu tratamento, que exigia a nossa dedicação às 24 horas do dia. Nesse período, meu marido, mostrou o quanto é especial, a sua dedicação a mãe foi total. Para poder ajudá-lo nessa batalha, decidi que seria melhor dar um tempo no meu trabalho, para poder me dedicar mais a casa, a Eduarda, nossa filha e conseguir concluir a faculdade. Foi um período muito difícil para nós e, por mais que me esforçasse, não controlava o que comia nem o quanto comia.

Hoje, ainda não atingi o meu objetivo, mas sinto que dessa vez não vou desistir, pois encontrei o apoio que precisava para seguir em frente. Aprendi muita coisa sobre alimentação saudável, atividades físicas e mudanças de hábitos. Aprendi a me respeitar e não me culpar, a me tratar bem, a corrigir o que está errado e valorizar quando acerto. Agora, não faço grandes planos, faço meu planejamento dia a dia. Meus objetivos são mais específicos e as minhas metas são diárias. Só passo para o seguinte quando consigo cumprir o que me propus. Pode levar alguns meses, um ano, isso não importa. O importante é que não vou mais engordar.

Fico maravilhada quando vejo uma das meninas saindo em revistas, sonho com o dia que, talvez, eu saia em uma. Estou motivada para correr atrás dos meus sonhos e sei que só eu posso fazer isso por mim. Vou chegar aos 66 kg saudável e feliz!

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